O que é a Comunicação Não-Violenta?

Comunicação não-violenta é ...? Algumas vezes a Comunicação Não-Violenta (CNV) é chamada de Comunicação Compassiva. Seu propósito é fortalecer nossa habilidade de inspirar afeto e responder afetivamente às pessoas e a nós mesmos. A CNV nos orienta a rever a maneira pela qual nos expressamos e ouvimos os outros e a nós mesmos, focando nossa consciência no que estamos observando, sentindo, valorizando (necessitando) e pedindo. Somos treinados a fazer observações cuidadosas, livres de julgamentos e especificar comportamentos e situações que estão nos afetando. Aprendemos ouvir o que é mais importante naquele momento (as necessidades mais profundas) em nós e nas outras pessoas, e assim identificar e articular com clareza o que queremos no momento de agir. Quando focamos em ter clareza no que está sendo observado, sentido e valorizado (necessitado), ao invés de julgar e condenar (avaliar) nós descobrimos a profundidade de nossa própria natureza humana afetiva. Através da ênfase de uma escuta profunda – tanto de nós mesmos quanto dos a nossa volta – a CNV estimula (favorece) respeito, atenção, cuidado e empatia, propiciando um desejo mútuo de agir a partir do coração. A formula é tão simples, quão poderosamente transformativa. A Comunicação Não-Violenta é mais do que um processo ou uma linguagem, apesar de ser ensinada através da aplicação de um modelo concreto e considerada como “um processo de comunicação” ou de “linguagem da compaixão”,. Nosso condicionamento cultural freqüentemente direciona nossa atenção para maneiras pouco prováveis de conseguirmos o que realmente queremos, assim a CNV serve como um constante lembrete ao focarmos nossa atenção em lugares que têm maior probabilidade (potencial) em permitir (viabilizar) conseguir o que buscamos – um fluxo entre nós mesmos e as outras pessoas, com base em ação mútua e de coração. A CNV não tem nada de novo, é fundamentada na linguagem e nas habilidades em se comunicar que desenvolve nossa capacidade de permanecer humanos, mesmo diante situações difíceis. Tudo que foi integrado à CNV é conhecido há séculos. A intenção é nos lembrar do que já sabemos – sobre como nós, humanos, fomos criados para nos relacionar uns com os outros – e nos ajuda a viver de tal forma que possamos manifestar esse conhecimento de forma concreta. A utilização da CNV não requer que as pessoas com quem nos comuniquemos tenham conhecimento dela, ou sequer estejam dispostas a se relacionar conosco de forma afetiva. Se nós nos mantivermos dentro dos princípios da CNV, com a única intenção de oferecer e receber afetivamente, e fazer tudo que for possível para deixar claro para os outros que é essa a nossa única motivação, eles se juntarão a nós nesse processo e conseqüentemente seremos capazes de responder afetivamente um ao outro. Enquanto isso pode não acontecer imediatamente, temos por experiência que inevitavelmente o afeto floresce na medida em que permanecemos fiéis aos princípios e ao processo da Comunicação Não-Violenta. Adaptado de “Nonviolent Communication: A Language of Life”, de Marshall B. Rosenberg, Ph.D., publicado por PuddleDancer Press, disponível pelo site da CNVC (www.cnvc.org). Veja também: The Spiritual Basis of Nonviolent Communication in English or Las Bases Espirituales de la Comunicación No Violenta en español. Texto tirado do Site: www.cnvc.org Tradução: Valéria Almeida Revisão: Flávia Fassi e Egberto Penido Habilidades da Comunicação Não-Violenta Como sugere o nome, essa abordagem à comunicação enfatiza o afeto enquanto motivação principal de nossas ações, ao invés: do medo, culpa, vergonha, acusação, coerção, ameaça ou justificativa para punição. Em outras palavras, é sobre conseguir o que queremos por razões das quais não se arrependerá mais tarde. Essa técnica permite escolhas conscientes sobre as maneiras de responder às situações ao conseguir o que quer, ou não. Definitivamente, NÃO é sobre culpar e enganar pessoas para que façam o que você quer! As referidas habilidades são apresentadas através da aplicação da Comunicação Não-Violenta, realizadas pelo Dr. Marshall B. Rosenberg. O processo da Comunicação Não-Violenta nos encoraja a focar no que nós e os outros estão observando, como e porquê cada um de nós está sentindo o que sentimos, quais são os profundos valores (necessidades) que nos motivam a agir, e o que cada um de nós gostaria que acontecesse. Essas habilidades enfatizam a responsabilidade individual por nossas ações e escolhas quando interagimos com os outros. As habilidades da Comunicação Não-Violenta oferecem suporte para se lidar com grandes impedimentos na comunicação tais como: exigências, reclamações, diagnósticos e acusações. Nos treinamentos em CNV se aprende a expressar sentimentos sem atacar. Isso ajudará a minimizar a probabilidade de se deparar com reações defensivas vindas dos outros. Ajudará você a fazer pedidos claros, receber críticas e mensagens hostis sem tomá-las como sendo algo pessoal, sem abrir mão do que é importante pra você e sem perder auto-estima. Serão úteis na família, entre amigos, estudantes, subordinados, supervisores, parceiros e clientes. Também serão úteis com seus diálogos internos. CNV é um modelo claro e efetivo para se comunicar de uma forma cooperativa, consciente, afetiva e compassiva. Texto tirado do Site: www.cnvc.org Tradução: Valéria Almeida Revisão: Flávia Fassi e Egberto Penido